As histórias que gafanhotos e palmeiras bravas contam de nós

11 de febrero de 2015 06:30 AM

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As histórias que gafanhotos e palmeiras bravas contam de nós

Diario Noticias / Palmeiras Bravas/The Current Situation , exposição que o artista plástico Pedro Barateiro hoje inaugura às 19.00 no Museu Berardo, em Lisboa, não é sobre palmeiras ou gafanhotos. Ou é. Enquanto tudo se organizava para a visita à exposição que dali a minutos faria com os jornalistas e com o curador da exposição e diretor artístico do museu Pedro Lapa, Barateiro dizia ao DN que o gafanhoto é o único animal de que realmente tem medo. Talvez porque uma vez lhe entrou um casa adentro.

A conversa veio da sala anterior àquela em que nos encontrávamos. Uma sala com um grande painel onde às fotografias de uma malha formada por pedras se sobrepõem gafanhotos em fotografias centenárias pertencentes à Biblioteca do Congresso dos EUA.

Quando pensamos em gafanhotos, lembramo−nos das suas pragas que cobrem o céu à vista desarmada. Barateiro pensa nisso, como pensa nos "paralelos com o comportamento humano". E rindo−se repara: "Nós somos uma praga." Fala da bióloga Sepideh Bazazi, da universidade de Princeton, e dos seus estudos acerca da influência das interações canibais dos gafanhotos nas referidas pragas. O artista lembra que os comportamentos canibais que levam às pragas são precedidos pela escassez de alimento. "Nós fazemos o mesmo. Por isso é que é tão horrível, não é?" Não se trata de antropofagia literal. Antes, o que está em causa, nas palavras posteriores do curador Pedro Lapa, é o "quadro tardo−capitalista" em que nos encontramos.

Fuente: entornointeligente.com

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