Ex−administrador desmente Barreto Xavier

11 de febrero de 2015 06:30 AM

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Diario Noticias / Duas semanas após ter sido exonerado a pedido do secretário de Estado da Cultura, José António Falcão, presidente do conselho de administração do Opart (entidade que gere São Carlos e CNB) até 29 de janeiro último, reafirma ao DN que Jorge Barreto Xavier e o seu gabinete estiveram envolvidos desde o início na redação do contrato de Paolo Pinamonti como consultor artístico do Teatro de São Carlos.

Em causa, concretamente, estão os requisitos legais do citado contrato, cuja não conformidade com a Lei das Incompatibilidades espanhola − Pinamonti é desde 2011 diretor do madrileno Teatro da Zarzuela − levou a que o gestor artístico italiano fosse coagido pela tutela espanhola a apresentar a demissão das funções que desempenhava no teatro lírico português (9/12/2014).

Em nota enviada ao DN, o gabinete da Secretaria de Estado declara apenas que "acompanhou a definição das condições gerais do contrato" de Pinamonti e que "os procedimentos respeitantes à formalização do contrato entre essa entidade [o Opart] e Paolo Pinamonti são competência exclusiva da entidade em causa", daí decorrendo, segundo a mesma nota, que as consequências das irregularidades do contrato sejam "matérias (…) que estão na órbita exclusiva da competência do Opart". A isto opõe José António Falcão um "não corroboro", pois o gabinete da SEC esteve "envolvido na elaboração do contrato desde a primeira hora", dizendo ter recebido "por indicação" do secretário de Estado, "a minuta do contrato a celebrar", poucos dias após entrar em funções (nomeação de 18/2/2014), até porque o processo de contratação de Paolo Pinamonti, uma escolha pessoal do secretário de Estado, já vinha desde setembro de 2013. Conclui o ex−administrador, declarando que "o Opart cumpriu a indicação que lhe foi transmitida, por escrito, pelo gabinete. Uma indicação clara e objetiva".

Fuente: entornointeligente.com

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