Reds x Renault, o tiroteio

26 de marzo de 2015 11:30 AM

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OGlobo / Está saindo faísca nas relações entre a equipe e a fabricante de seus motores. O respeito mútuo acabou, as acusações se repetem de lado a lado e podem comprometer a temporada e a imagem dos dois grupos. Ao voltar do Albert Park, o projetista Adrian Newey disse em tom irônico que a diferença de potência entre o V6 francês e o da Mercedes fica perto de 100 cavalos. Claro que isso é um exagero. É verdade, porém, que nenhum chassi, por melhor que seja, é capaz de compensar a diferença de potência que vimos na Austrália.

Por sua vez, Cyril Abiteboul, diretor−geral da Renault−F1, insinua que ao jogar toda a culpa no motor, os Reds buscam esconder seus erros. Segundo ele, seu V6 está devendo, mas o carro é todo ruim: "O mau desempenho é do conjunto. Analisamos a telemetria da corrida da Austrália e as responsabilidades precisam ser divididas. Há falhas no motor e no chassis. Falta força, mas o carro é dificil de dirigir."

A irritação dos Reds cresceu nos últimos dias, porque a Renault anunciou, oficialmente, que seu motor só estará no patamar dos adversários em 2016. Não me surpreenderei se alguem disser que viu Helmut Marko visitando, mais uma vez, a Volkswagen e a fábrica da Audi.

Christian Horner, que comanda os Reds e não acredita em promessas, quer providências. Da Renault, de seus engenheiros e, principalmente, da FIA. Seu argumento: "Quando os Reds dominaram amplamente a temporada, graças ao chamado escapamento aerodinâmico, a entidade o aboliu no ano seguinte. Agora cabe a ela agir para minimizar a superioridade dos Mercedes."

Há, aqui, importante diferença. A engenhoca de Newey estava na "área cinza", um pé no regular, outro no irregular. A Mercedes está irrepreensivelmente dentro do regulamento.

MCLAREN E ALONSO. Don Fernando das Astúrias saberá hoje se estreia na McLaren em Sepang, porque depende do exame que farão os médicos da FIA. Deve passar com nota 10, porque não teria feito muitas horas no simulador e viajado para Kuala Lumpur se não estivesse em boas condições fisicas.

Sua volta é importante para a McLaren tanto para avaliações técnicas quanto para afastar a pressão imposta pelo acidente de Barcelona. O MP4−30 foi o carro mais lento do GP da Austrália, onde Button correu apenas para que os engenheiros recolhessem dados que lhes permitissem melhorar tudo.

O carro da Malásia recebeu melhoramentos, mas tenho dúvidas de que a Honda tenha resolvido seu maior problema, o superaquecimento do conjunto propulsor. Como o calor em Sepang é forte não se pode esperar milagres. A expectativa da McLaren é saber o que dirá Alonso domingo depois da corrida. O time continuará atrás de Sauber, Force India e Toro Rosso ou há esperanças de se tornar o líder do terceiro pelotão?

Seja qual for a resposta, há uma certeza: Don Fernando começa na Malásia seu segundo estágio no purgatório. Haja paciência.

PERGUNTINHA. Será que com a volta de Alonso e a revelação de que "a direção ficou dura" antes da saída da pista em Barcelona, o piloto e equipe vão se dignar a dizer toda a verdade sobre o acidente?

O ERRO DE MASSA. Felipe andou dizendo que "os V6 dos Mercedes oficiais são mais fortes que os da Williams". O patrão, Sir Frank Williams, apressou−se em desmenti−lo e garantir a igualdade da cavalaria. Já a montadora fez comunicado lacônico dizendo que todos seus V6 são identicos. Massa cometeu um erro estratégico. Se terá consequências vamos saber na Malásia, com a volta já confirmada de Valtteri Bottas.

OS DESAFIOS. O asfalto de Sepang é abrasivo e ondulado, o calor fica perto dos 34 graus, a umidade do ar chega a 80% e o traçado veloz, com duas retas imensas e curvas velozes, exige muito de pilotos, carros e pneus. Além disso, é sempre grande a possibilidade de uma grande complicadora, a chuva.

O chefão da Pirelli, Paul Hembery, espera forte desgaste dos pneus e acha difícil que algum piloto termine a corrida com uma só troca, mesmo com os compostos mais resistentes: duros (banda laranja) e médios (banda branca).

Os pilotos reconhecem que nas primeiras voltas, com tanque cheio, o cuidado com os pneus será extremo, porque caso as rodas bloqueiem numa freada forte, o desgaste certamente obrigará a uma antecipação na entrada para troca.

A previsão é de no mínimo duas paradas, mas os estrategistas terão campo para sonhar, porque os duros são 1s1 mais lentos que os médios. Vai ter muita gente apoveitando o primeiro treino livre para cronometrar o tempo de entrada nos boxes e avaliar se vale a pena correr o risco de parar três vezes. A conferir.

Fuente: entornointeligente.com

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